Loucuras na pele!

Novembro 16, 2009 at 7:32 pm (Cultura, Tribos)

Paulo Roberto, o Néquinho e Marco André, o Marquinho abriram o Manifesto Studio há dois meses, e têm atraído pessoas das mais diversas tribos, idades e classes sociais das mais variadas possíveis para gravar algo para sempre na pele. Tatuar não significa apenas escolher um desenho por achar legal. É algo que fica pra sempre marcado. E por trás dessas marcas existem diversas histórias e muitas curiosidades com os tatuados.

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Quando se  pensa  num estúdio, logo  imagina  algo sinistro, com visual dark. Mas ao chegar  no local de trabalho dos caras, pode-se deparar com o ambiente claro, ventilado, que lembra consultório dentário. Só não seria o local de trabalho de dentista, em virtude das paredes da entrada serem uma de cada cor, com tons vibrantes, outros metálicos e terem sua pintura com texturas.

Quem para e observa o local, vê vários quadros com desenhos feitos por eles pendurados por todo o espaço, onde som de rock pesado dá um tom mais underground. Ao serem questionados sobre o que mais gostam de desenhar ou de tatuar, Marquinho dispara: “prefiro desenhar diretamente na pele do que no papel”.Marquinho

Além da coloração do lugar, o bom humor e o carisma dos profissionais garantem sempre o grande fluxo de pessoas pelo local. Por incrível que pareça a galera adotou o lugar como ponto de encontro.

Boas referências antes de tudo

A semelhança com o consultório faz todo o sentido. O local cumpre de maneira satisfatória, todas as normas de higiene, saúde e de burocracia. Nos primeiros dias de funcionamento, o delegado Pablo Rocha fez gentilmente uma visita ao estúdio para certificar-se de que menores devem vir acompanhados pelos pais ou responsáveis e, não estavam sendo feitos desenhos agressivos.

Podem ser exemplos de locais que menores não devem tatuar: rosto, pescoço, braço etc. Porque podem causar problemas com o crescimento destes, além de arrependimento no futuro. NequinhoSegundo Neco, “anestesia não é bom, pelo fato da pele inchar e, em decorrência disso, comprometer o resultado final do desenho”.

Se não bastasse tudo isso, os tatuadores têm o maior cuidado na hora em que a pessoa vem para fazer a arte no corpo. Marco André, comenta que “a gente busca ajudar as pessoas para escolherem desenhos, e sempre usamos, pois é imprescindível, as agulhas descartáveis e biqueiras esterilizadas”.

O que vale é homenagear

Mãe, pai, filhos, companheiros, avós.  As homenagens são um dos principais motivos para se tatuar. Juntamente com atitude e coragem, formam a maioria dos casos. Mas, homenagear se torna engraçado, na medida em que a homenagem não saia da maneira como foi pensada.6ente falecido(mae)

“As pessoas fazem as coisas e depois se arrependem”, conta Paulo – que diz ter uma Sandy tatuada no corpo, mas não fez questão alguma de mostrar. Ele confessa já ter coberto vários nomes de namorados, devido ao fim do relacionamento, que com a tatuagem os apaixonados juravam que seria para sempre.

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Se a pessoa for covarde ou não suportar de sentir dor, não é uma boa escolha vir ao encontro deles. “Alguns clientes com medo da dor chegam a beber antes da gente começar tatuá-los” –  diz Nequinho. Ele não disfarça o sorriso ao contar também das pessoas que encurtam a duração das sessões porque não suportam a dor e o barulho da pequena agulha.

O irreverente Marquinho, conta que não existe mais faixa etária e, nos dias de hoje, qualquer pessoa se tatua. “Teve uma vovó desinibida uma vez que tatou uma rosa no peito”, comenta. E acaba indo mais longe, dando uma de entrevistador, ao perguntar a si mesmo das situações engraçadas que vivera com seus clientes.

10desenho da filha de 4 anos

Mas o mais engraçado de tudo foi um cara para reconquistar a amada acabou  tatuando o rosto dela  no braço. E infelizmente acabou não tendo sucesso em sua aventura. “Mas conseguiu um belo desenho, mas só com seções mais dolorosas de laser para retirar”.

5tentativa de reconciliacao3 homenagem ao capeta

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

“Já fiz homenagem até por capeta,” e mostra a foto de um 666 e uma estrela que fez num sujeito sinistro. Uma vez chegaram ao estúdio com um cãozinho para que ele desenhasse no braço da senhora o bichinho, olhando para  ele na hora. “Fui obrigado a fotografar o rosto, porque o cachorro se mexia”.

7Kelly key

Para demonstrar amor pelos artistas, ou seja lá que tipo de sentimento, tem gente até que tatuou uma Kelly Key Pelada na perna. “Nunca havia feito um negócio daqueles”, confessa.  Mas ao seguir o lema de que o cliente tem sempre razão, os rapazes fazem esses desenhos esquisitos.

Times do coração, bandas favoritas, desenhos animados que marcaram a infância, entes queridos que já faleceram. De tudo um pouco e cheios de história pra contar segue a dupla Marquinho e Nequinho. Assim como Batman e Robin imbatíveis na sua área de trabalho e ganham mais fãs a cada dia. E fazem de algo que no passado era mal visto pela sociedade, uma profissão cada dia mais respeitada, o tatuador.

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Fernando Ochôa ministra curso no Espaço Camarim

Novembro 14, 2009 at 10:55 pm (Cultura)

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O light designer Fernando Ochôa fará um curso básico de iluminação para espetáculos e eventos. É destinado principalmente para artistas teatrais, músicos, produtores culturais, promotores de eventos, técnicos, estudantes de Comunicação Social(Habilitação de Produção em Mídia Audiovisual). Ocorrerá entre os dias 16 e 21 de novembro no Espaço Camarim, na rua Marechal Floriano, ao da livraria e cafeteria Iluminura.

Os temas abordados serão: tipos de Refletores e suas características luminosas, mesas de comando (digital/analógica) e módulo de potência. Os formatos de palco: Italiano, Arena, Elizabetano e Múltiplos. Planos, posições dos refletores e ângulos de iluminação. A relação entre o iluminador e o diretor na criação artística, etc.

 Além de iluminador, Fernando é diretor teatral formado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Aos 40 anos, nasceu em Iraí e, hoje, mora em Porto Alegre, onde dirige, atua e faz a iluminação de importantes eventos.  Na região, já realizou a direção e iluminação do espetáculo teatral Paixão e Morte de Cristo, que fora o maior espetáculo cênico ao ar livre do sul do país. Um de seus últimos trabalhos foi a peça A Princesinha Fedorenta. Inclui-se também, a iluminação dos shows da cantora Adriana Deffenti.

Ochôa, que tem como sonho uma especialização fora do país, deixa uma dica para quem quer começar na carreira de iluminador: “Estudar muito e trabalhar. Ser honesto e pontual. Fazer mais do que é chamado para fazer”.

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